Acabou a faculdade. Como posso fazer para minha carreira decolar?
Entrevistado: Paulo Kretly, Presidente da Franklin Covery Brasil
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Meu nome é Ricardo Pereira, tenho 33 anos, sou casado e tenho uma filha de 3 anos. Estou muito feliz por participar do Projeto Consumidor Consciente e junto a Mastercard Worldwide levar a educação financeira à um grande número de pessoas....
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Tenho 29 anos e sou independente financeiramente. Desde muito cedo aprendi a importância da disciplina e do planejamento financeiro. Como grande entusiasta da educação financeira, estou muito feliz com a oportunidade de colaborar com o projeto Consumidor Consciente da Mastercard Worldwide...
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Entrevistado: Paulo Kretly, Presidente da Franklin Covery Brasil
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Pense em algo que você quer muito, qualquer coisa. Pense em algo que já desejou muito e conquistou. Como foi possível adquirir, viver ou experimentar a sensação de chegar lá? Você se dedicou, abriu mão de algumas coisas, definiu seu objetivo e lutou por ele, certo? Você agiu de forma determinada. Você teve atitude!
Aonde deseja chegar agora? Qual o próximo objetivo? A partir do momento em que começamos a trabalhar, a estudar e a formar uma família, mais e mais os objetivos têm relação direta com o capital disponível. As conquistas parecem ficar mais distantes. É a sensação de estar apenas vivendo, comprando o que der, curtindo na medida do possível.
Onde fica a atitude para situações deste tipo? Ora, se você já foi capaz de sustentar um objetivo com foco, disciplina e força de vontade - e todos já fizemos isso - o que o impede de repetir tal ação de forma sistemática, objetivando o saudável hábito de planejar e contar com os investimentos para ir cada vez mais longe?
Investimentos?
Agora que você trabalha e tem seu próprio salário, a responsabilidade de planejar seu bem-estar é inteiramente sua. Os investimentos podem ser seus aliados na possibilidade de atingir a independência financeira e garantir um padrão de vida confortável no futuro. Logo, investir também significa ter atitude!
Comece pesquisando as opções, alocando seu dinheiro de forma a considerar o aspecto do tempo:
· Curto prazo. Liste seus objetivos mais imediatos, como a viagem de férias, a compra de uma nova TV ou aqueles presentes para o Natal. Precifique cada uma das metas e veja quais os recursos que deve precisar, além da data em que seria interessante realizá-las. Opte por alternativas conservadoras de investimento como a caderneta de poupança;
· Médio prazo. Período que está entre dois e cinco anos de se concretizar. Aqui, você deve alimentar aquela idéia de trocar de carro, fazer a reforma etc. Também é importante saber quanto cada um desses objetivos exigirá de capital e optar por investimentos conservadores e moderados, como fundos de renda fixa e títulos públicos (Tesouro Direto);
· Longo prazo. Comece a pensar e planejar suas ações pensando em um período futuro de cinco ou mais anos. Quando pretende parar de trabalhar? Quanto precisará ter para que isso seja possível? E a entrada/compra da casa própria? Reserve recursos para o futuro mais distante optando por alternativas mistas de investimento. Parte pode estar em produtos conservadores, mas também há espaço para opções como renda variável (bolsa de valores e fundos de ações) e produtos multimercado.
Investir bem significa respeitar seus objetivos sem abrir mão da qualidade de vida e do bem estar familiar. Reserve dinheiro para os momentos de celebração, mas também pense na felicidade futura. Afinal, bons investimentos dependem muito mais da atitude do investidor do que do conselho do gerente do banco ou do amigo investidor. Você está no controle!

Comprar sem planejamento é sempre ruim, pois a falta de critério normalmente leva ao exagero e abre brechas para o endividamento do consumidor. Neste sentido, existem momentos específicos que possuem um potencial devastador para suas finanças: os momentos de grande emoção.
Sob a ótica pessoal, os momentos de muita euforia podem ser bons ou ruins. Levando em conta o aspecto financeiro, gastar mais do que o possível nesses momentos é muito comum. A verdade é que devemos evitar decisões financeiras impactantes quando estamos sob efeito de emoções fortes. No momento, a compra parece perfeita, maravilhosa, mas durante muito tempo, esse ato, muitas vezes, impensado poderá atrapalhar os novos planos de vida.
Pai herói ou pai devedor?
Imagine a seguinte situação: ao chegar em casa, após algum tempo de um ótimo casamento, você é recebido por uma esposa eufórica, que diz: “Você será papai!”. Aconteceu com você? Parabéns! Filhos são maravilhosos, mas este momento é marcado por enorme emoção e, algumas vezes, também por decisões financeiras equivocadas.
No primeiro momento, você percebe que irá precisar comprar móveis novos, roupas para o bebê, fazer uma reforma aqui e outra ali. Alguns consideram trocar o carro por um maior e até mesmo comprar ou alugar uma nova casa. Todos estão felizes! A emoção é intensa e os valores, os preços e o raciocínio financeiro tendem a não parecer significativos. Cuidado!
Em situações assim, é normal que muitas famílias recorram ao financiamento, pois querem garantir rapidamente tudo de melhor para o filho que demora nove meses para nascer.
Vá com calma!
Comece desfrutando os momentos de felicidade: um jantar e um bom papo podem ter um delicioso efeito e ajudar na comemoração. Então respire fundo e, com muita prudência, converse com seu companheiro (a) sobre quais deverão ser os passos a tomar. Planeje, respeitando o orçamento, seus investimentos e o padrão de vida.
Será que o berço mais caro é realmente indispensável? Aquele um pouco mais simples, mas confortável e que cabe no seu orçamento não é a melhor opção? Afinal, seu filho não o usará para sempre.
Use o exemplo para refletir sobre outros momentos de emoção. Coloque-se diante de perguntas que a empolgação, a felicidade e a emoção geralmente evitam! Não deixe que o impulso fale mais rápido e liquide todo o planejamento feito.
Hora de comemorar
Existem outros exemplos, como receber uma promoção no trabalho, a formatura, a negociação/compra de um bem de valor alto (carro, imóvel etc.). Devemos sempre nos preparar para as situações que podem ocorrer e ter definida uma estratégia para o futuro.
Para isso, imponha limites de orçamento mesmo que o momento seja especial. Se a emoção é positiva, comemore, extravase toda a alegria, mas com critérios financeiros respeitados, sem dar um passo maior que a perna. A alegria e a recompensa serão ainda maiores.

Entrevistado: Millor Machado, co-fundador do empreendemia.com.br e articulista do blog Saia do Lugar
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