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Tenho 29 anos e sou independente financeiramente. Desde muito cedo aprendi a importância da disciplina e do planejamento financeiro. Como grande entusiasta da educação financeira, estou muito feliz com a oportunidade de colaborar com o projeto Consumidor Consciente da Mastercard Worldwide...

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Mesada: um instrumento de educação financeira

Segunda, 27 de Julho de 2009

Mesada: um instrumento de educação financeira

A mesada é, definitivamente, um importante instrumento de educação financeira. Entretanto, poucos sabem ou se preocupam em como utilizá-la de forma coerente. A mesada, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, pode representar um perigo às finanças do futuro adulto, especialmente se o dinheiro dado quando pequeno não for acompanhado de exemplos e muito carinho.

Repare como uma criança observa tudo que os familiares fazem. Logo, tratar desde sempre o dinheiro como algo ruim e sujo, como fonte de problemas, certamente levará a criança a ter traumas e problemas com as finanças. Como você já sabe, muitos brasileiros passam por isso e vivem este dilema.

É óbvio que a forma correta de usar a mesada é muito pessoal, mas sua aplicação deve ser coerente e acompanhada de muita conversa sobre dinheiro. Não adianta apenas dar o dinheiro. Pensando nisso, listamos aqui algumas dicas importantes:

1. Seu filho precisa ser responsável pelas escolhas que faz. A mesada é dele e ele deve ser o grande responsável pela decisão de comprar ou não. É claro que seu exemplo será (é) fundamental. Pense na seguinte situação: a família passa por apuros e os pais decidem trocar de carro. Que lições os filhos terão? Lembre-se que só o exemplo arrasta.

2. Cuidado com uma mesada exagerada. Querer mimar o filho e oferecer sempre o melhor é algo que a maioria dos pais (inclusive eu) quer ter a possibilidade de fazer. Entretanto, um “não” muitas vezes é mais educativo e apropriado. Impor limites é um grande ato de amor. No contato com o dinheiro, acontece coisa semelhante: a mesada muito alta pode fazer com que seu filho veja o dinheiro sem o devido valor. Mais, com a mesada alta ele jamais perceberá os benefícios de poupar e investir. Seja razoável.

3. É importante que seu filho se comprometa com tarefas e valorize a mesada. Tratar bem as pessoas e ter responsabilidade com a casa é importante. Quando as coisas não saírem conforme o desejado, evite punições com o dinheiro. Prefira sentar e conversar. Evite o terrorismo com o dinheiro do filho.

4. O apoio incondicional dos pais deve ser eterno, a mesada não. Filhos precisam ter responsabilidade. Lidar com dinheiro não é fácil. Logo, ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é uma lição que modificará para o bem ou para mal o futuro dos filhos. A mesada deve ser disponibilizada enquanto o filho não tem condições de arcar com suas despesas mínimas. Durante e após a faculdade, por exemplo, é fundamental que os filhos comecem a buscar sua própria renda, momento em que os pais podem diminuir periodicamente o valor da mesada.

É claro, existem muitas outras dicas importantes. O fundamental é conversar e tratar as finanças como algo fundamental, mas abordando a questão de maneira natural e participativa. Dinheiro não aceita desaforo: ensine essa lição para seus filhos desde cedo.

Publicado por: Ricardo Pereira a las 9:46 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Como o comportamento influencia na hora da compra

Segunda, 13 de Abril de 2009

Como o comportamento influencia na hora da compra

Compra, consumo e controle financeiro. Ao ler estas três palavras, os mais desavisados podem, em um primeiro momento, chegar à conclusão de que é impossível alinhar esses três itens. Ao  falar em planejamento financeiro, imediatamente pensamos em algo difícil de executar, algo que precisa ser minuciosamente preparado para, em um determinado momento no futuro, ser usado e ter seus benefícios comprovados. Parece difícil.

A desculpa traz consigo a atitude perigosa: enfim, se eu posso consumir hoje, por que deixar para consumir lá  na frente, sabe Deus quando? A primeira grande lição da educação financeira é justamente controlar o impulso do hoje, do agora. O consumismo é um movimento perigoso para o bolso e para o futuro de nossas famílias – e descobrir que as mulheres definem as compras é algo muito motivador neste cenário; elas são muito mais rigorosas com o controle financeiro, embora adorem uma comprinha aqui e outra ali.

Acredite ou não, a pressa é inimiga da perfeição e torna o consumo mais caro e trabalhoso. Mas, fica o recado, consumir não é pecado. Aliás, santo é o consumo que move a economia, cria empregos e oportunidades para todos. A questão fundamental é: por que o consumo ou a compra não podem ser planejados, pensados e feitos de forma consciente?

Os dramas da vida real assustam…

Ao passarem por momentos de grande desgaste emocional, muitas pessoas acabam se vendo envolvidas com a pior sensação possível em uma compra: aquela que mexe com o inconsciente – um baita lugar perigoso. O drama da vida real se vê aliviado pela sensação da compra. O que passa e traz consigo seqüelas (e dívidas) perigosas.

Mais uma grande lição da educação financeira: sustente um objetivo e trabalhe em prol dele. Defina seu valor e tenha-o sempre em mãos – e desta forma seus interesses poderão guiá-lo e evitar que, mesmo nos períodos de forte emoção, você deixe que seu bolso tente consertar tudo. Até empresas já descobriram a importância de se valorizar a educação financeira.

É claro que existem alguns momentos mais comprometedores e que demandam muito mais atenção. O inicio de um relacionamento, o nascimento de um filho, uma promoção no emprego estão entre eles. Pois é, não é novidade que momentos de grande emoção são também momentos de descontrole financeiro.

Para tudo isso, planejamento.

A arma eficaz e que traz um benefício imediato é saber sustentar e alimentar metas de curto, médio e longo prazo, constantemente reavaliadas e renovadas. Trata-se de aprender a enxergar o futuro, agindo para sua concretização desde agora, hoje!

Pesquisas recentes mostram que 30% dos jovens se encontram endividados já no período de faculdade. Muitos porque não aprenderam na escola, e nem nas universidades, que existem meios e modos mais conscientes de conseguir realizar seus sonhos de consumo. Ninguém nunca os educou financeiramente; nem tentou. Os jovens andam consumistas demais e, infelizmente, desinteressados pelo tema.

Mas, ao mesmo tempo, uma geração nova e cheia de perspectivas pode iniciar a vida de controle financeiro buscando informações que façam a diferença e os levem a um futuro mais pleno. Esta geração está ai, está aqui e precisa de espaço e valorização. Afinal, sabemos que os pequenos valores gastos de forma irresponsável podem fazer falta no futuro, que sempre chega.

A atitude como arma da sociedade

O controle financeiro deve ser baseado no planejamento de longo prazo, desde muito cedo. Isso significa pensar em aposentadoria quando ainda se tem vinte e poucos anos. Significa pensar em qualidade de vida quando muitas empresas só querem extrair o máximo de nossa rotina de trabalho.

Qual o seu plano para o futuro?

Cabe, então, incentivar as famílias a conversarem sobre dinheiro de forma franca, sem tabus ou regras definidas. É o momento para que todos ouçam e façam juntos uma avaliação das conquistas e problemas financeiros da vida atual e comecem a grande virada. É hora de fazer valer a disciplina.

Da mesma forma que é óbvio notar que quem passa por momentos delicados e de grande emoção pode comprometer suas realizações e mergulhar em grandes encrencas financeiras, é notável a relação de sucesso de pessoas e profissionais que decidiram tomar o controle de seu dinheiro e passaram a planejar seus gastos. Com a atitude vencendo a preguiça você compra mais e melhor. Hoje e sempre.

Publicado por: Mister Finanças a las 8:43 pm - 1 COMENTARIO Enviar a um Amigo