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Meu nome é Ricardo Pereira, tenho 32 anos, sou casado e tenho uma filha de 3 anos. Estou muito feliz por participar do Projeto Consumidor Consciente e junto a Mastercard Worldwide levar a educação financeira à um grande número de pessoas....

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Tenho 28 anos e sou independente financeiramente. Desde muito cedo aprendi a importância da disciplina e do planejamento financeiro. Como grande entusiasta da educação financeira, estou muito feliz com a oportunidade de colaborar com o projeto Consumidor Consciente da Mastercard Worldwide...

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Crianças e dinheiro: acabando com um tabu

Segunda, 26 de Outubro de 2009

Crianças e dinheiro: acabando com um tabu

Neste podcast Conrado Navarro entrevista Álvaro Modernell, especialista em educação financeira, criador da coleção Turminha do Cifrão (livros de educação financeira infantil).

Na conversa, Modernell explica que o processo de aprendizagem infantil com relação ao dinheiro é mais efetivo quando realizado de maneira natural e lúdica, aproximando o assunto do universo das crianças.

Publicado por: Conrado Navarro a las 2:02 pm - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Mesada: um instrumento de educação financeira

Segunda, 27 de Julho de 2009

Mesada: um instrumento de educação financeira

A mesada é, definitivamente, um importante instrumento de educação financeira. Entretanto, poucos sabem ou se preocupam em como utilizá-la de forma coerente. A mesada, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, pode representar um perigo às finanças do futuro adulto, especialmente se o dinheiro dado quando pequeno não for acompanhado de exemplos e muito carinho.

Repare como uma criança observa tudo que os familiares fazem. Logo, tratar desde sempre o dinheiro como algo ruim e sujo, como fonte de problemas, certamente levará a criança a ter traumas e problemas com as finanças. Como você já sabe, muitos brasileiros passam por isso e vivem este dilema.

É óbvio que a forma correta de usar a mesada é muito pessoal, mas sua aplicação deve ser coerente e acompanhada de muita conversa sobre dinheiro. Não adianta apenas dar o dinheiro. Pensando nisso, listamos aqui algumas dicas importantes:

1. Seu filho precisa ser responsável pelas escolhas que faz. A mesada é dele e ele deve ser o grande responsável pela decisão de comprar ou não. É claro que seu exemplo será (é) fundamental. Pense na seguinte situação: a família passa por apuros e os pais decidem trocar de carro. Que lições os filhos terão? Lembre-se que só o exemplo arrasta.

2. Cuidado com uma mesada exagerada. Querer mimar o filho e oferecer sempre o melhor é algo que a maioria dos pais (inclusive eu) quer ter a possibilidade de fazer. Entretanto, um “não” muitas vezes é mais educativo e apropriado. Impor limites é um grande ato de amor. No contato com o dinheiro, acontece coisa semelhante: a mesada muito alta pode fazer com que seu filho veja o dinheiro sem o devido valor. Mais, com a mesada alta ele jamais perceberá os benefícios de poupar e investir. Seja razoável.

3. É importante que seu filho se comprometa com tarefas e valorize a mesada. Tratar bem as pessoas e ter responsabilidade com a casa é importante. Quando as coisas não saírem conforme o desejado, evite punições com o dinheiro. Prefira sentar e conversar. Evite o terrorismo com o dinheiro do filho.

4. O apoio incondicional dos pais deve ser eterno, a mesada não. Filhos precisam ter responsabilidade. Lidar com dinheiro não é fácil. Logo, ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é uma lição que modificará para o bem ou para mal o futuro dos filhos. A mesada deve ser disponibilizada enquanto o filho não tem condições de arcar com suas despesas mínimas. Durante e após a faculdade, por exemplo, é fundamental que os filhos comecem a buscar sua própria renda, momento em que os pais podem diminuir periodicamente o valor da mesada.

É claro, existem muitas outras dicas importantes. O fundamental é conversar e tratar as finanças como algo fundamental, mas abordando a questão de maneira natural e participativa. Dinheiro não aceita desaforo: ensine essa lição para seus filhos desde cedo.

Publicado por: Ricardo Pereira a las 9:46 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Bate-papo sobre a importância da educação financeira

Segunda, 23 de Março de 2009

Bate-papo sobre a importância da educação financeira

Neste podcast inaugural da série Mister Finanças, Conrado Navarro e eu, Ricardo Pereira, batemos um papo sobre a importância da educação e da independência financeira e contamos um pouco de como este tema entrou em nossas vidas.

A gente também conversa sobre a importância da gestão das finanças e sobre os fundamentos necessários para a construção de uma vida financeira saudável.

Publicado por: Mister Finanças a las 8:53 pm - 2 COMENTARIOS Enviar a um Amigo
Educação financeira: o segredo do sucesso

Quarta, 18 de Março de 2009

Educação financeira: o segredo do sucesso

A palavra educação tem significado claro, direto e objetivo. Segundo o dicionário Aurélio, educação significa o “processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, objetivando à sua melhor integração individual e social. (…) Aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas”. Logo, educar-se é aprender mais sobre determinado assunto de forma a beneficiar-se com tal conhecimento.

Para muitos temas e em muitos momentos de nossa vida vivenciamos processos formais de aprendizado, com aulas em períodos determinados e interação entre mestres e aprendizes. Assim, aprendemos a ler, escrever, somar e dividir. Assim supostamente aprendemos a agir como cidadãos engajados – o que nem sempre acontece.

E quem nos ensina a lidar com dinheiro? Infelizmente, a educação financeira não está completamente inserida nos programas de ensino e a responsabilidade fica por conta dos exemplos familiares e da boa vontade dos pais. Sua importância vai além das aulas de matemática. Educar-se financeiramente é ser mais cidadão, aprender a valorizar seu esforço e investir no crescimento do país.

Para muitos brasileiros, as lições financeiras trazidas no decorrer de sua vida foram recebidas diretamente dos pais através da pura e simples observação. E assim aprendemos muita coisa sobre os mais variados contextos. Mas, afinal, por que a educação financeira é tão importante? Que diferenciais seu uso podem trazer para nossas vidas?

1. Educação financeira significa gastar menos do que se ganha. Nos esforçamos muito para merecer o salário que chega todo final de mês, não é verdade? Quem acredita no valor do dinheiro sabe que é importante gastar menos do que se recebe e poupar parte do capital para a realização de objetivos futuros.

2. Educação financeira significa não manter dívidas ou empréstimos para pagar bens supérfluos e desejos de moda. A inteligência no ato de comprar sempre à vista permite que o orçamento doméstico esteja sempre sob controle. Usar o cheque especial ou parcelar as faturas de cartão de crédito dão a falsa sensação de facilidade de pagamento, mas não se os juros da operação sufocam sua capacidade de pagamento. Educação é aprender.

3. Educação financeira significa apontar todos os gastos e fontes de receita. A palavra controle precisa ser levada a sério quando o assunto é dinheiro. Saber exatamente quando você recebe não é crer no valor anunciado do salário, mas conhecer exatamente o valor líquido que cai em sua conta (depois de deduzidos impostos, taxas etc.). Gerenciar os gastos significa apontar diariamente cada centavo consumido e manter um rígido controle através de uma planilha ou caderno de anotações. Dinheiro é coisa séria.

4. Educação financeira significa ter uma reserva de emergência. Situações inesperadas, problemas repentinos de saúde e eventuais crises (desemprego, diminuição de salário etc.) são perfeitamente possíveis nos dias de hoje. Todos passam por emergências, mas nem todos saem delas com saúde financeira suficiente para manter seu padrão de vida. Por quê? Porque nenhuma reserva financeira foi preparada para momentos assim. Pense nisso.

5. Educação financeira significa ter sonhos e objetivos. Como profissional, você tem objetivos (mudar de cargo, fazer um curso de inglês etc.). Como pessoa, você tem objetivos (se casar, ter filhos etc.). Mas, lembre-se, estes objetivos custam dinheiro. Adivinhe quem vai bancá-los? Você. Logo, assuma, registre e reforce seus sonhos, lembrando de planejar seus atos e decisões financeiras a partir deles. É simples: defina o quer, precifique o desejo e crie um plano para chegar lá. E respeite-o.

6. Educação financeira significa investir no futuro. Sobre o futuro, costumo sempre dizer que só há uma certeza: ele chega! Mais cedo ou mais tarde, ele chega. Isso significa que vamos envelhecer, precisar de cuidados e, claro, de dinheiro. Significa que você vai querer diminuir o ritmo de trabalho quando chegar aos 60 anos. Para isso, você precisa aproveitar o agora para investir no amanhã. Quanto antes você poupar e investir parte de suas receitas pensando no futuro, melhor - falaremos mais sobre as opções de investimento em outro artigo.

7. Educação financeira significa dar exemplo e promover a mudança. Não adianta comover-se com a necessidade de melhor se relacionar com o dinheiro, especialmente depois de ter lido este texto. Você precisa agir. Se é pai ou mãe, precisa dar o exemplo, ser coerente nas decisões financeiras do cotidiano – nada de não ter dinheiro para o mimo do filho, mas no mesmo dia gastar com sandálias novas ou carro no cartão de crédito. Ao incorporar o controle financeiro, a necessidade de investir e realizar sonhos, você passará a ser um agente de mudança, alguém que vê os resultados de tanto esforço e instiga outros cidadãos a fazerem o mesmo.

Eu poderia escrever pelo menos mais umas dez razões para você despertar para a importância da educação financeira em sua vida. Creio que isso não seja necessário neste primeiro texto, uma vez que as razões aqui descritas são realmente as mais relevantes e capazes de sustentar o necessário respeito ao dinheiro.

Lembre-se que as decisões financeiras de seu dia-a-dia são sua responsabilidade, assim como suas eventuais conseqüências futuras. Prefira questionar-se sempre antes de uma escolha complicada e cara e pense sempre no esforço para refazer-se economicamente depois da compra. Em suma, exercite a capacidade de pensar com razão, deixando de lado a emoção. Afinal, emoção e dinheiro não combinam. Até a próxima.

Publicado por: Conrado Navarro a las 10:40 am - 2 COMENTARIOS Enviar a um Amigo