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Tenho 28 anos e sou independente financeiramente. Desde muito cedo aprendi a importância da disciplina e do planejamento financeiro. Como grande entusiasta da educação financeira, estou muito feliz com a oportunidade de colaborar com o projeto Consumidor Consciente da Mastercard Worldwide...

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Como conseguir poupar em 2010, 2011, 2012…

Quinta, 17 de Dezembro de 2009

Como conseguir poupar em 2010, 2011, 2012…

 Mais um ano que termina e outro que chega. E, depois de uma crise e de um ano de ajustes, 2010 surge com ótimas perspectivas econômicas. O Brasil deve continuar crescendo, o que significa maiores oportunidades para todos que souberem aproveitar o cenário positivo que é vislumbrado. Aposto que é isso que anda lendo por ai, certo?

Atenção: muitas pessoas acabam deixando-se levar por esse ambiente otimista e, ao invés de criar uma poupança para o futuro, acabam justamente contraindo dívidas que podem acompanhá-la por muito tempo, lhes tirando a oportunidade de poupar. Preferem gastar porque tem a certeza de que poderão pagar. É aquela história: na bonança ninguém lembra de pensar na crise. Quando ela chega, a lembrança ressurge, mas é tarde demais.

Vamos mudar este quadro? O primeiro e decisivo passo para quem quer poupar é definir um projeto de vida. Raros são aqueles que conseguem êxito poupando apenas por poupar; é preciso um objetivo palpável para o dinheiro. A razão é simples: aquele dinheiro guardado sem propósito pode rapidamente se transformar em um gasto desnecessário quando a emoção falar mais alto. E isso acontece muito!

Definido seu objetivo, é hora de pegar a calculadora e descobrir quanto seu objetivo custará e qual o tempo que levará até conseguir alcançá-lo. Parece simples, mas para que o planejamento funcione é fundamental que a mudança de atitude seja uma grande aliada. Repare que existe em minhas palavras um cuidado enorme em poupar para consumir no futuro de uma maneira mais consciente.

“Deixar de consumir e pregar a abstinência ao verbo comprar só transformaria o país em um pólo de desempregados, afinal é o consumo que movimenta a economia e gera empregos. O “X” da questão é descobrir se o bem de consumo que você quer não representará uma dívida que comprometerá seu futuro. O “X” da questão é o seu futuro.”                
(www.dinheirama.com)

A vida é repleta de coisas belas e devemos sempre planejar para conseguir. Lindo, mas onde fica o lado prático das coisas? Pois é, o imediatismo característico do século XXI pode ser o grande vilão e principal adversário de seu bolso. Você vai ceder ao ímpeto emocional ligado ao consumo ou vai tornar a disciplina e o respeito mais presentes em seu cotidiano? Decida o mais brevemente possível quais armas vai utilizar para enfrentar seu inimigo e ponha-se a trabalhar nisso!

A leitura e a informação são fortes aliados que o levarão ao planejamento financeiro eficiente, à conduta sóbria e sensata diante das inúmeras tentações consumistas apresentadas por ai. Insistir nos chavões me parece adequado: respeite seu padrão de vida, gaste menos do que ganha e não dê um passo maior que a perna! Assim será possível garantir em 2010, 2011, 2012, 2013 e por muito tempo estratégias eficientes e vencedoras para seus investimentos e para o país.

Publicado por: Ricardo Pereira a las 5:15 pm - 1 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Série investimento - Imóvel é um investimento? Comprar ou alugar?

Terça, 24 de Novembro de 2009

Série investimento - Imóvel é um investimento? Comprar ou alugar?

O sonho da grande maioria da população brasileira é a casa própria. Muitos brasileiros gostariam de ter um imóvel e esse parece ser o principal objetivo financeiro de uma grande parcela de nossa população. Nos últimos anos, dentro do universo da educação financeira muitas questões começaram a ser levantadas sobre o assunto, entre elas um ponto importante principalmente para quem começa sua vida profissional e/ou familiar: o que é melhor, comprar ou alugar um imóvel? Alguns se perguntam se o imóvel deve ser considerado um investimento.

Em primeiro lugar, existem diversas situações que devem ser levadas em consideração quando se decide comprar um imóvel. A questão social e emocional é muito impactante e nem sempre abre espaço para uma discussão mais racional e pautada na matemática financeira. Cabe ressaltar que não existe certo ou errado, já que uma decisão pessoal envolve questões bastante particulares.

Mas, não há como negar que uma condição primordial é a questão financeira. Não raro, nos deparamos com situações em que não temos o dinheiro para a compra do imóvel à vista e nos vemos diante da opção tentadora de financiar o valor do bem e pagar em até trinta ou mais anos. É preciso compreender e aceitar que, nesta modalidade, paga-se, ao final, muito mais do que o valor recebido como crédito (valor de compra do bem).

Veja o exemplo abaixo, retirado do artigo “Imóvel: comprar ou alugar?” escrito pelo consultor financeiro Conrado Navarro, autor do livro “Vamos falar de Dinheiro?” (Novatec) e fundador do Dinheirama.com:

“Vamos  considerar um imóvel no valor de R$ 100.000,00. Via de regra, para financiar um determinado valor, serão cobrados juros e pagamento das parcelas por um determinado tempo. Suponha juros de 1,2% ao mês e financiamento em 20 anos (240 meses). Neste caso, a parcela a ser paga é de R$ 1.272,68. Por enquanto, você pagou R$ 1.272,68 por mês e ao final de 20 anos tem seu imóvel no valor de R$ 100.000,00 mais valorização (ou desvalorização). Pelo bem, você terá desembolsado R$ 305.443,20. O imóvel vale isso tudo?

Bom, se você optou pelo financiamento, pode dispor de R$ 1.272,68 todo mês. Note como a matemática financeira pode ser ‘traiçoeira’ - e por isso muito interessante e valiosa. Se você optasse por pagar um aluguel de R$ 750,00 e, portanto investisse a diferença de R$ 522,68 (valor da parcela – valor do aluguel) em um produto conservador, capaz de render 0,4% ao mês (descontada a inflação), durante os mesmos 20 anos, quando será que teria? Aproximadamente R$ 210 mil. Os R$ 100 mil para comprar um imóvel estariam disponíveis, integralmente e à vista, em cerca de 12 anos. Que tal?”

Os cálculos usados são simples, mas bastante poderosos. O financiamento pode se converter em uma opção terrivelmente cruel e ilusória para quem desconhece os números e as possibilidades que o uso consciente do dinheiro possibilita. Isso porque o compromisso de pagamento se estenderá por muito tempo e o valor pago quase nunca pode ser recuperado – a valorização do imóvel pode ocorrer (e geralmente ocorre), mas poucos optam por vender o imóvel e realizar o lucro.

Ao contrário do que pode parecer, sou a favor da compra da casa própria. Isso tem bastante valor para minha família e respeito a decisão – e tenho minha casa própria. Mas, não se iluda, a casa onde vive não é um investimento. É patrimônio, mas gera despesas, custos de manutenção etc. Nada melhor do que o aconchego do lar, mas para que pagar mais do que o triplo do valor se, com disciplina e suporte da família, é possível tomar uma decisão muito mais inteligente?

Publicado por: Ricardo Pereira a las 8:39 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Aprendendo a investir - Análise Fundamentalista

Segunda, 5 de Outubro de 2009

Aprendendo a investir - Análise Fundamentalista

 Aprendendo a investir - Análise Fundamentalista

O Brasil passa por um momento de muito otimismo em sua economia, sendo um dos países que menos sentiu o reflexo da crise mundial e manteve o viés de crescimento econômico para o futuro. Os juros estão nos níveis mais baixos da história. Na outra ponta, a Bovespa acumula fortes altas no ano de 2009.

Nesse cenário, o investidor acostumado com as altas rentabilidades antes existentes na renda fixa começa a acreditar que o mercado de ações seja uma boa alternativa. O mercado de capitais pode ser uma ótima opção de investimento, mas não para quem busca aventuras ou acredita que ficará milionário da noite para o dia.  Antes de tudo, é necessário preparação para entender bem o funcionamento do mercado.

Você já teve a oportunidade de ler um artigo sobre Análise Técnica (gráfica) de ações e hoje vamos conversar um pouco sobre outra escola: a Análise Fundamentalista, que leva em conta os fundamentos e informações contábeis e financeiras das empresas.

Principais objetivos da Análise Fundamentalista

Nunca é tarde para lembrar: o mercado de ações não é um cassino. Envolver tempo e dedicação ao estudo do mercado é parte do investimento para alcançar o sucesso. Ao observar o preço das ações no pregão, precisamos entender que aquele valor é determinado a partir de situações que envolvem e interferem na perspectiva da empresa e de seu setor, se traduzindo na expectativa dos investidores (que compram ou vendem o ativo). Muitos componentes precisam e devem ser observados, inclusive o psicológico.

A análise fundamentalista permite que, observando a empresa e seus números de perto, tente se estabelecer o preço justo para as ações da companhia. O preço justo é o preço extraído das projeções de fluxo de caixa descontado que serve como parâmetro para que o investidor tenha uma resposta de quanto deveria valer a ação de determinada empresa. Também conhecido por valor intrínseco de uma ação.

A relação entre o preço justo e o valor cotado na bolsa mostrará o potencial de valorização do ativo - desta forma, o investidor decidirá se compra ou vende determinado papel.
Conheça alguns dos indicadores mais usados pelos analistas fundamentalistas:

Indicadores de Rentabilidade:
• Margem Operacional, que mede a eficiência das Vendas Líquidas da empresa, considerando-se a eficiência fabril e administrativa, avaliando com isto a viabilidade do negócio. Quanto maior for a porcentagem obtida na Margem Operacional, melhor.
Fórmula:


 
• Margem Líquida, que mede a eficiência e viabilidade da empresa, expressando o percentual de Lucro Líquido em relação às Vendas Líquidas de um exercício social.
Fórmula:

• Retorno sobre o Patrimônio Liquido, que mostra percentual de Lucro Líquido ou Prejuízo Líquido auferido relacionado ao montante total aplicado pelos acionistas. Quanto maior a porcentagem positiva, melhor.
Fórmula:


 
Indicador de Estrutura de Capital:
• Composição de Endividamento, que é o percentual de obrigações no Curto Prazo em relação ao Exigível a Longo Prazo Anual e Passivo Circulante.
Fórmula:

 

Indicador de Liquidez:
• Liquidez Corrente, que é a capacidade de pagamento do passivo circulante com o ativo circulante.
Fórmula:
 
Indicador de Atividade:
• Giro de Caixa, que indica o número de vezes por ano que o caixa de uma empresa gira. Este indicador é calculado como sendo a divisão entre as receitas da empresa e o seu capital circulante. Quanto maior o indicador, mais eficiente é a empresa na gestão do seu caixa e vice-versa.
Como se pode perceber, a Análise Fundamentalista é um assunto fascinante. Quem estiver disposto a buscar no longo prazo bons investimentos pode e deve buscar essa escola como alternativa na escolha dos ativos que desejar comprar. Se deseja aprofundar seus conhecimentos no tema, acesse:
• http://www.infomoney.com.br
• http://www.dinheirama.com
• http://www.ricardoborges.com
• http://www.analise-fundamentalista.com

Publicado por: Ricardo Pereira a las 10:18 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Série Investimentos - Análise Técnica de Ações

Segunda, 7 de Setembro de 2009

Série Investimentos - Análise Técnica de Ações

O comprometimento do investidor com a gestão de suas aplicações é fundamental. O Brasil passa por um momento muito interessante para quem está disposto a conhecer e aproveitar o mercado de ações como mais uma opção em sua carteira (portfólio) de investimentos. Ao contrário do que muitos acreditam, investir em ações não é loteria ou cassino. Aliás, este tipo de preconceito já caiu por terra na conversa da nova geração - felizmente, o mercado de ações já é considerado como excelente alternativa de investimento por quem decide atingir objetivos de longo prazo.

Hoje existem muitos cursos e palestras que preparam o investidor para tirar proveito do que esse mercado tem de melhor para oferecer: ótimas rentabilidades, principalmente no longo prazo. Existe uma escola, que possui muitos seguidores, chamada Análise Técnica ou Grafista. Essa escola prega que a formação dos preços dos ativos pode ser identificada através de padrões representados em diversos tipos de gráficos.

“Os gráficos traduzem o comportamento do mercado e avaliam a participação de massas de investidores capazes de induzir certas formações de preços” (Dinheirama.com)

A Análise Técnica é observada em gráficos, que mostram ao analista a tendência que determinado papel seguirá. Indicadores técnicos (padrões estatísticos) identificam pontos de reversão de tendências, ou seja, mostram qual o melhor momento de compra e venda. Os investidores que se utilizam da Análise Técnica gostam da idéia de se antecipar a possíveis movimentos do mercado.

A análise Técnica moderna tem como criador o jornalista norte-americano Charles Dow, no inicio do século XX. Ao lado de seu amigo e sócio Edward D. Jones, ele publicava um informativo financeiro que mais tarde se transformou no famoso “The Wall Street Journal”. No jornal, Dow apresentava suas observações sobre o comportamento do mercado. A reunião desses textos gerou o que pode ser considerado o início da análise técnica: a Teoria de Dow.

Existem diversos tipos de gráficos, veja alguns dos mais comuns:

Gráficos de Barras

Gráfico de Barras

Gráfico de Barras

Gráfico de Candles

Gráfico de Candles

Gráfico de Candles

Gráfico de Linhas

Gráfico de Linhas

Gráfico de Linhas

Para o leitor que desejar conhecer a Análise Técnica em mais detalhes e conhecer melhor profissionais e dicas sobre esta escola de investimentos, destacamos alguns links interessantes:

Publicado por: Ricardo Pereira a las 10:00 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo