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Meu nome é Ricardo Pereira, tenho 32 anos, sou casado e tenho uma filha de 3 anos. Estou muito feliz por participar do Projeto Consumidor Consciente e junto a Mastercard Worldwide levar a educação financeira à um grande número de pessoas....

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Tenho 28 anos e sou independente financeiramente. Desde muito cedo aprendi a importância da disciplina e do planejamento financeiro. Como grande entusiasta da educação financeira, estou muito feliz com a oportunidade de colaborar com o projeto Consumidor Consciente da Mastercard Worldwide...

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Como conseguir poupar em 2010, 2011, 2012…

Quinta, 17 de Dezembro de 2009

Como conseguir poupar em 2010, 2011, 2012…

 Mais um ano que termina e outro que chega. E, depois de uma crise e de um ano de ajustes, 2010 surge com ótimas perspectivas econômicas. O Brasil deve continuar crescendo, o que significa maiores oportunidades para todos que souberem aproveitar o cenário positivo que é vislumbrado. Aposto que é isso que anda lendo por ai, certo?

Atenção: muitas pessoas acabam deixando-se levar por esse ambiente otimista e, ao invés de criar uma poupança para o futuro, acabam justamente contraindo dívidas que podem acompanhá-la por muito tempo, lhes tirando a oportunidade de poupar. Preferem gastar porque tem a certeza de que poderão pagar. É aquela história: na bonança ninguém lembra de pensar na crise. Quando ela chega, a lembrança ressurge, mas é tarde demais.

Vamos mudar este quadro? O primeiro e decisivo passo para quem quer poupar é definir um projeto de vida. Raros são aqueles que conseguem êxito poupando apenas por poupar; é preciso um objetivo palpável para o dinheiro. A razão é simples: aquele dinheiro guardado sem propósito pode rapidamente se transformar em um gasto desnecessário quando a emoção falar mais alto. E isso acontece muito!

Definido seu objetivo, é hora de pegar a calculadora e descobrir quanto seu objetivo custará e qual o tempo que levará até conseguir alcançá-lo. Parece simples, mas para que o planejamento funcione é fundamental que a mudança de atitude seja uma grande aliada. Repare que existe em minhas palavras um cuidado enorme em poupar para consumir no futuro de uma maneira mais consciente.

“Deixar de consumir e pregar a abstinência ao verbo comprar só transformaria o país em um pólo de desempregados, afinal é o consumo que movimenta a economia e gera empregos. O “X” da questão é descobrir se o bem de consumo que você quer não representará uma dívida que comprometerá seu futuro. O “X” da questão é o seu futuro.”                
(www.dinheirama.com)

A vida é repleta de coisas belas e devemos sempre planejar para conseguir. Lindo, mas onde fica o lado prático das coisas? Pois é, o imediatismo característico do século XXI pode ser o grande vilão e principal adversário de seu bolso. Você vai ceder ao ímpeto emocional ligado ao consumo ou vai tornar a disciplina e o respeito mais presentes em seu cotidiano? Decida o mais brevemente possível quais armas vai utilizar para enfrentar seu inimigo e ponha-se a trabalhar nisso!

A leitura e a informação são fortes aliados que o levarão ao planejamento financeiro eficiente, à conduta sóbria e sensata diante das inúmeras tentações consumistas apresentadas por ai. Insistir nos chavões me parece adequado: respeite seu padrão de vida, gaste menos do que ganha e não dê um passo maior que a perna! Assim será possível garantir em 2010, 2011, 2012, 2013 e por muito tempo estratégias eficientes e vencedoras para seus investimentos e para o país.

Publicado por: Ricardo Pereira a las 5:15 pm - 1 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Planejamento Financeiro - O que muda ao sair de casa?

Segunda, 28 de Setembro de 2009

Planejamento Financeiro - O que muda ao sair de casa?

Neste podcast, Conrado Navarro entrevista Filipe Deschamps, fundador do InsiderNews.com.br e profissional especialista em investimentos no portal ADVFN.com, sobre o que muda na vida das pessoas quando estas decidem ir morar sozinhas.

No bate-papo Filipe aborda a importância da realização de planejamento financeiro para esta nova etapa da vida e dá dicas de como conseguir manter todos os custos de uma casa com o próprio dinheiro.

Publicado por: Conrado Navarro a las 10:18 am - 2 COMENTARIOS Enviar a um Amigo
Mesada: um instrumento de educação financeira

Segunda, 27 de Julho de 2009

Mesada: um instrumento de educação financeira

A mesada é, definitivamente, um importante instrumento de educação financeira. Entretanto, poucos sabem ou se preocupam em como utilizá-la de forma coerente. A mesada, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, pode representar um perigo às finanças do futuro adulto, especialmente se o dinheiro dado quando pequeno não for acompanhado de exemplos e muito carinho.

Repare como uma criança observa tudo que os familiares fazem. Logo, tratar desde sempre o dinheiro como algo ruim e sujo, como fonte de problemas, certamente levará a criança a ter traumas e problemas com as finanças. Como você já sabe, muitos brasileiros passam por isso e vivem este dilema.

É óbvio que a forma correta de usar a mesada é muito pessoal, mas sua aplicação deve ser coerente e acompanhada de muita conversa sobre dinheiro. Não adianta apenas dar o dinheiro. Pensando nisso, listamos aqui algumas dicas importantes:

1. Seu filho precisa ser responsável pelas escolhas que faz. A mesada é dele e ele deve ser o grande responsável pela decisão de comprar ou não. É claro que seu exemplo será (é) fundamental. Pense na seguinte situação: a família passa por apuros e os pais decidem trocar de carro. Que lições os filhos terão? Lembre-se que só o exemplo arrasta.

2. Cuidado com uma mesada exagerada. Querer mimar o filho e oferecer sempre o melhor é algo que a maioria dos pais (inclusive eu) quer ter a possibilidade de fazer. Entretanto, um “não” muitas vezes é mais educativo e apropriado. Impor limites é um grande ato de amor. No contato com o dinheiro, acontece coisa semelhante: a mesada muito alta pode fazer com que seu filho veja o dinheiro sem o devido valor. Mais, com a mesada alta ele jamais perceberá os benefícios de poupar e investir. Seja razoável.

3. É importante que seu filho se comprometa com tarefas e valorize a mesada. Tratar bem as pessoas e ter responsabilidade com a casa é importante. Quando as coisas não saírem conforme o desejado, evite punições com o dinheiro. Prefira sentar e conversar. Evite o terrorismo com o dinheiro do filho.

4. O apoio incondicional dos pais deve ser eterno, a mesada não. Filhos precisam ter responsabilidade. Lidar com dinheiro não é fácil. Logo, ensinar os filhos a lidar com o dinheiro é uma lição que modificará para o bem ou para mal o futuro dos filhos. A mesada deve ser disponibilizada enquanto o filho não tem condições de arcar com suas despesas mínimas. Durante e após a faculdade, por exemplo, é fundamental que os filhos comecem a buscar sua própria renda, momento em que os pais podem diminuir periodicamente o valor da mesada.

É claro, existem muitas outras dicas importantes. O fundamental é conversar e tratar as finanças como algo fundamental, mas abordando a questão de maneira natural e participativa. Dinheiro não aceita desaforo: ensine essa lição para seus filhos desde cedo.

Publicado por: Ricardo Pereira a las 9:46 am - 0 COMENTARIO Enviar a um Amigo
Crise financeira: atitudes que fazem a diferença

Segunda, 11 de Maio de 2009

Crise financeira: atitudes que fazem a diferença

Crise financeira mundial. Não há como não tocar no assunto, especialmente se nos colocamos diante de você, caro leitor, com a missão de tratar do consumo consciente e da valorização da educação financeira como instrumento de independência financeira. A diminuição da atividade econômica e da demanda trouxe, para dizer o mínimo, desalento e preocupação para diversas famílias – especialmente aquelas que viveram e vivem o problema das demissões e do desemprego.

O perigo que a crise representa

Em poucas palavras, a crise retrata um momento de retração econômica global, desta vez decorrente do competitivo, porém frouxo sistema financeiro norte-americano – que permitiu que complexos produtos de investimento fossem comercializados e ressegurados a partir de hipotecas de risco. E os grandes responsáveis por isso agora estão deixando as empresas e partindo para carreira solo.

A lógica sobre sua influência direta na economia de outros países nem sempre fica clara para a maioria de nossos leitores, portanto permita-me apenas uma rápida explicação: os países desenvolvidos foram diretamente afetados porque investiam nos produtos agora sem lastro, chamados carinhosamente de “ativos tóxicos” ou “títulos podres”. Logo, levaram prejuízo por não conseguir resgatar o dinheiro aplicado.

Nós, dos países em desenvolvimento, somos um local onde muito capital estrangeiro costuma aparecer, especialmente por conta dos altos juros e dos atraentes e lucrativos negócios na bolsa de valores. Com a crise, muito dinheiro aqui aplicado voltou para seu pais de origem; além disso, vimos nossa moeda se desvalorizar e as exportações caírem, já que os países clientes do Brasil começaram a rever suas prioridades. Trata-se, literalmente, de um efeito dominó.

A dúvida do leitor

Não cabe aqui uma análise profunda dos “porquês” ou do “como” da crise, mas seus reflexos no dia-a-dia de nossas vidas, especialmente no que tange ao aspecto das finanças pessoais. Não raro, recebo mensagens de leitores com a seguinte questão: “Como consumidor, devo mudar a forma de viver minha vida em momentos de crise?”.

Minhas respostas para perguntas como esta são sempre clássicas e diretas: coerência! A palavra de ordem é coerência. Uma rápida pesquisa no dicionário Michaelis on-line traz uma interessante definição para esta palavra: “Ligação, harmonia, conexão ou nexo entre os fatos, ou as ideias”. Já percebeu como a coerência pode ser sua melhor aliada antes, durante e depois de qualquer crise ou problema? Explico.

Ligação. A primeira palavra da definição do dicionário nos remete à necessidade de manter embasadas nossas decisões. Toda escolha deve ser relacionada a um fato, de maneira que a racionalidade tome o lugar da emoção nas finanças pessoais e nos hábitos de consumo. Comprar por comprar, fazer por fazer só trarão arrependimentos posteriores.

Harmonia. Esta palavra me lembra paz, tranqüilidade. Com o dinheiro, isso significa viver dentro da verdadeira realidade financeira da família, sem exageros ou tentativas de ser o outro, esbanjar um padrão de vida incompatível. Como é possível viver em paz com o dinheiro? Planejamento financeiro, controle de gastos e definição de objetivos podem ajudá-lo a começar.

Nexo entre os fatos. Isso significa saber o que está fazendo. Representa a harmonia sustentada quando você trata da ligação entre suas decisões. É a resposta dos preparados para os intensos momentos da vida – as escolhas são realizadas com consciência das conseqüências, o que para o aspecto financeiro é crucial.

O que levar em conta quando o assunto é crise

Toda e qualquer família deve prestar atenção ao que acontece no seu dia-a-dia financeiro – e isso implica também se interessar por um pouco de economia básica e finanças além do “mais e menos” do cotidiano. Como já mencionei, informar-se traz a importante sensação de controle e os subsídios necessários para avaliar se o atual padrão de vida do lar é sustentável. Desta forma, destaco algumas importantes atitudes, que valem perfeitamente para todos os momentos (com ou sem crise):

1. Crie e sustente uma reserva de emergência. A grande preocupação das pessoas em momentos de crise é justamente não ser capaz de se sustentar caso perca o emprego ou tenha que buscar uma recolocação. Com razão. Assim, sempre sugiro que as pessoas tenham uma reserva financeira capaz de mantê-la por pelo menos 12 meses sem trabalho, de forma que a família seja preservada e que um novo trabalho possa ser encontrado sem desespero;

2. Consumir, só se for à vista e com os cálculos domésticos na ponta do lápis. Com ou sem crise, você vai querer comprar um ou outro presente. Compre, desde que o dinheiro para isso tenha sido poupado através de um planejamento financeiro eficiente. Traduzindo: mantenha um rígido controle dos gastos, apontando tudo em categorias e só compre se existir dinheiro disponível. Evite ao máximo se endividar quando as previsões sobre seu futuro financeiro não são claras.

3. Pesquise preços, mude de marcas ou deixe de comprar. Se as notícias não são favoráveis, trate de economizar. Experimente novas marcas de produtos, mais baratas, faça uma pesquisa mais intensa de preços e, às vezes, deixe de comprar este ou aquele produto não tão necessário. Trate seu dinheiro com respeito e muito cuidado.

4. Conheça os detalhes mais específicos da economia. Crises trazem consigo necessidade de mudanças por parte dos governos. Em algumas ocasiões, mudam-se as taxas de juros, os cálculos financeiros das taxas básicas da economia e até mesmo a tributação. Isso significa, por exemplo, que com a desaceleração ocorrida no final de 2008, o governo decidiu reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a compra de automóveis, o que mudou, para baixo, os preços do carro zero. Aquele cidadão organizado, que poupou, mês a mês, com o objetivo de comprar um carro, agora pode realizar seu sonho em melhores condições.

O mesmo vale para as aplicações financeiras, que são, muitas vezes, totalmente dependentes da taxa básica de juros da economia, a conhecida Taxa Selic. Como a mudança da Selic influenciará seu dinheiro investido? A pergunta é importante e exige que você se dedique a encontrar subsídios para respondê-la. Assim como hábitos de vida diferentes podem trazer mudanças para seu lado pessoal, o interesse pelos fatores que retratam a vida financeira tende a aumentar sua capacidade de multiplicar seu patrimônio.

Para encerrar, quero alertá-lo para uma importante constatação: crises econômicas em países e sistemas financeiros, como a que vivemos agora, acontecem em ciclos – elas vem e vão. No entanto, o mesmo não se pode dizer das crises financeiras pessoais. Salve em raras exceções, problemas financeiros em casa são normalmente fruto da péssima administração e planejamento dedicados ao dinheiro e o conseqüente consumo além da conta. Que haja mais coerência (lembra desta palavrinha?). Até a próxima.

Publicado por: Conrado Navarro a las 10:51 am - 5 COMENTARIOS Enviar a um Amigo