Gestão do dinheiro

Estabeleça metas

O processo de estabelecer metas inclui a avaliação dos desejos e necessidades pessoais e financeiras da sua família, para depois fazer um esforço a fim de converter esses desejos e necessidades em realidade.

  • Identifique e documente as metas financeiras específicas de todos os membros da sua família como: poupar para comprar uma casa ou carro, tirar férias, enviar os filhos para a faculdade, pagar uma dívida ou planejar a aposentadoria.
  • Defina as metas que você precisa alcançar e aquelas que você simplesmente deseja. Isso deve lhe ajudar a estabelecer prioridades no fluxo do seu dinheiro e mostrar o que você pode realmente fazer e o que pode esperar ou postergar.
  • Classifique cada meta em curto prazo (menos de 1 ano), médio prazo (dentro dos próximos 5 anos) ou longo prazo (de 10 a 15 anos, ou mais). Pense onde sua família gostaria de estar em 5, 10 e 20 anos.

Crie um plano
A maior aquisição de grande parte das famílias brasileiras hoje é a compra de um imóvel próprio. Mesmo assim, existem muitas outras metas e sonhos para planejar. Quando você, seu parceiro (a) e seus filhos tiverem decidido o que querem para a sua família, você precisará preparar um plano para enxergar as coisas de maneira clara.

  • Anote qualquer compra importante que deseja fazer, junto com qualquer outra meta financeira que tenha em mente.
  • Determine os passos específicos que precisa tomar para alcançar as suas metas.
  • Classifique os passos que precisa implementar antes, durante e depois.
  • Começe poupando agora. Quanto mais cedo você começar, mas rápido você realizará seus objetivos.

Crie um orçamento
Um orçamento é um componente fundamental na administração das finanças da sua família.

  • Identifique de onde vêm os rendimentos da sua família, incluindo o trabalho e outras fontes, como investimentos. Você também deve saber quando você recebe esses recursos (ou seja, o dia do mês) e a forma de recebimento (p.ex. depósito automático ou cheque).
  • Trabalhe com uma agenda para conciliar todos seus gastos mensais e o total de rendimentos mensais. Acompanhe seus gastos e seu orçamento durante dois meses para determinar se isso reflete seu cotidiano.
  • Estabeleça, dentro da sua agenda, várias categorias, inclusive os valores mensais que você aloca para metas de curto e longo prazo. Caso necessário, ajuste suas categorias de orçamento e redistribua seus rendimentos para cobrir as suas necessidades.
  • Lembre-se de criar um orçamento para gastos inesperados, como batidas de carro, troca de um aquecedor ou uma excursão escolar.

Gastos diários

Saber como a sua família gasta seu dinheiro é um dos principais fatores para a boa administração financeira. Quando você sabe para onde o dinheiro vai, você pode planejar um orçamento que seja ideal para você.

  • Os membros da sua família devem usar um caderno para anotar os gastos durante um mês inteiro.
  • Mantenha registros de todos os gastos – em dinheiro, cartão e cheque – para descobrir para onde vai seu dinheiro.
  • Estabeleça uma categoria para cada tipo de gasto da família, desde os gastos mais importantes como a parcela do financiamento da casa, até as compras de cada dia, além do valor dado aos seus filhos para seus gastos mensais. Não se esqueça de incluir os rendimentos dos investimentos e os encargos financeiros de qualquer crédito ou empréstimo em aberto.
  • Ao final do mês, some todos os gastos de cada categoria para calcular o total dos seus gastos por mês.
  • O que você encontrar no fim do mês pode ser muito esclarecedor e surpreendente.
  • É uma boa idéia renovar sua agenda de gastos todos os anos e também quando houver grandes mudanças na sua situação, como alterações nos seus rendimentos, a compra de uma nova casa ou o nascimento de um bebê.

Poupe, poupe, poupe!
Um centavo poupado é um centavo ganho. Fácil, não é? Na realidade, é muito mais complicado do que parece à primeira vista.
 

  • Separe um percentual dos seus rendimentos (de 5 a 10%) para poupar na sua conta-poupança ou em qualquer outro investimento. 
  • Se uma das suas prioridades é um artigo caro, como um novo aparelho de som ou um eletrodoméstico, poupe mais para comprar esse item sem afetar a sua poupança mensal, mas lembre-se de evitar gastos com itens caros que não são uma prioridade nesse momento.
  • Fale com seu banco sobre a possibilidade de agendar retiradas automáticas mensais de uma parte de cada salário recebido, que vá direto para a conta-poupança, e assim você será obrigado a poupar antes de ter a oportunidade de gastar o dinheiro. Essa forma de poupar garante que suas economias essenciais sejam feitas antes de efetuar gastos supérfluos. 

 
Pague suas contas em dia
Existem várias maneiras de pagar as suas contas mensais: através do banco, por cheque, pagamento online e pelo cartão de crédito. Escolha um meio de pagamento que você pode manter e administrar com facilidade.
 

  • Abra as contas quando chegarem e informe-se do seu limite de crédito e da data para pagamento de cada conta.
  • Pague suas contas no dia correto de cada mês, o que ajuda a manter uma boa qualificação de crédito e evita o pagamento de multa e de juros.
  • Se existem pagamentos automáticos que são debitados de sua conta-corrente (débito automático) ou no seu cartão de crédito todos os meses, assegure-se de que sua conta tenha saldo suficiente para o pagamento no dia do desconto; no caso do cartão de crédito, tenha o valor em mãos na hora de pagar a fatura mensal do cartão.
  • Se você não conseguir pagar suas contas a tempo, fale com seus credores e explique a situação para depois montar um plano de pagamentos com eles.

 
Use o crédito de maneira consciente
Freqüentemente, uma família brasileira não consegue comprar tudo de que precisa – muito menos tudo o que quer – sem pedir um empréstimo de vez em quando. Digamos que você peça um empréstimo pessoal, uma linha de crédito ou um cartão de crédito; esse crédito deve ser uma forma de melhorar o controle sobre suas finanças pessoais, e não uma forma de aumentar os seus rendimentos.
 

  • Somente faça compras quando você consegue pagar. Uma boa regra geral é garantir que os custos das suas dívidas com linhas de crédito, empréstimos pessoais e cartões de crédito (excluindo financiamento de imóveis) não passem de 15% dos seus rendimentos líquidos. Diga NÃO a qualquer compra acima desse valor.
  • Pague o máximo possível da sua dívida do saldo de cada mês e sempre pague mais que o mínimo exigido. Assegure-se de pagar primeiro as dívidas com as maiores taxas de juros.
  • Escolha um cartão de crédito adequado para as suas necessidades. Compare as características que você precisa (por exemplo custo anual baixo ou taxa de juros reduzida) com as características que você quer (por exemplo pontos para milhas, alimentação ou gasolina) e veja qual cartão se adapta melhor às suas necessidades.

Não peça dinheiro emprestado para pagar outro credor.